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domingo, 18 de agosto de 2013

Alagoa Nova, mais um destino turístico-cultural da Paraíba

A cidade de Alagoa Nova, no Brejo paraibano, está se consolidando como mais um destino turístico-cultural da Paraíba por força da tradição dos engenhos de cachaça e rapadura e a sua famosa gastronomia que tem na galinha capoeira o seu maior referencial.

A Rota Cultural Caminhos do Frio chega à cidade de Alagoa Nova, de 19 a 25 de agosto, e dentro da programação também acontece a 'Festa da Galinha e da Cachaça'. Durante toda a semana a cidade oferece uma vasta programação com  turismo rural, oficinas culturais, trilhas ecológicas, vila gastronômica e feira de artesanato, e muitos shows musicais.

A  principal atração do 'Caminhos do Frio' é Santanna- o Cantador, no próximo sábado(24), a partir das 22h.  Já na festa paralela, entre as atrações estão  Luan e Forró Estilizado, Thaise Porto , Forró + Eu , Forró Atrevido , Capilé e Trio Backstage e Magníficos.

Todos os shows são gratuitos e irão acontecer no Parque da Lagoa Manoel Pereira, onde foi montada uma estrutura de palco e camarotes.

O Caminhos do Frio é um evento do Fórum do Turismo Sustentável do Brejo Paraibano, com o apoio do Governo da Paraíba e Prefeitura Municipal de Alagoa Nova. 

Onde fica - Alago Nova limita-se ao norte, com os municípios de Esperança, Remígio e Areia; ao sul com Massaranduba e Lagoa Seca; a leste com Alagoa Grande; e a oeste com São Sebastião de Lagoa de Roça. Fica distante de Campina Grande 30 Km e de João Pessoa, 148,6 Km. 


História

Alagoa Nova, município no estado da Paraiba, localizado na Região Metropolitana de Campina Grande. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 19.146 habitantes. Área territorial de 122 km².
A região de um verdejante esmeralda era primitivamente habitada pelos índios Bultrins, da Nação Cariri. Foi fundado um aldeamento, a Aldeia Velha, posteriormente chamado de Bultrin.

Com a promulgação do Diretório dos Índios, em 1760 as terras indígenas do aldeamento extinto foram invadidas por fazendeiros, gerando uma conflito com os indígenas, que resistiram à invasão.

Os índios foram vencidos. Muitos foram escravizados. Remanescentes destes indígenas foram viver na missão do Pilar. Os portugueses estabeleceram então fazendas na região, que foram os núcleos de novos povoados.

Em 1763 o governador Francisco Xavier de Miranda Henrique concedem as terras do Olho D'Água da Prata, vizinhas ao aldeamento Bultrin a Maria Tavares Leitão e seu filho, o alferes José Abreu Tranca. Utilizando mão de obra escrava, cultivaram agricultura de subsistência e criaram gado. O excedente de farinha era vendido para o sertão, o que levou o historiador Epaminondas Câmara a denominar este período de "civilização da farinha".

O distrito foi criado com a denominação de Alagoa Nova, pela lei provincial nº 6, de 22 de fevereiro de 1837 e instalado em 27 de fevereiro de 1851, subordinado ao município de Campina Grande. Foi elevado à categoria de vila com a denominação de Alagoa Nova, pela lei provincial nº 10, de 5 de setembro de 1850, desmembrado de Campina Grande, com sede no núcleo de Alagoa Nova. distrito sede.


O município foi palco da Revolta do Quebra-Quilos, em 1874. Nesta ocasião, o arquivo da prefeitura foi incendiado, o que fez com que parte da história do município fosse perdida.

Em 5 de junho de 1900, foi extinta a vila de Alagoa Nova. Foi novamente elevado à categoria de município com a denominação de Alagoa Nova, pela lei nº 215, de 10 de novembro de 1904.

O município localiza-se na unidade geoambiental do Planalto da Borborema. A vegetação é típica do agreste, formada por Florestas Subcaducifólica e Caducifólica. o clima é ameno, característico do brejo de altitude.

Alagoa Nova encontra-se inserido na Bacia Hidrográfica do Rio Mamanguape. Os principais tributários são os rios Mamanguape e Riachão, além dos riachos Ribeira e Pinga, todos de regime de escoamento intermitente.


Terra de Gonzaga

Uma das personalidades culturais mais importantes de Alagoa Nova é o jornalista e escritor Luiz Gonzaga Rodrigues.Nascido em 21 de junho de 1933, Gonzaga Rodrigues dedica cerca de 50 anos à prática diária do jornalismo. Ele já passou pelos principais jornais da Paraíba e exerceu diversas funções dentro das redações. Em sua carreira de escritor, o paraibano escreveu vários livros. Além de ter ocupado os mais importantes cargos em jornais paraibanos, o autodidata Gonzaga Rodrigues é um proeminente jornalista de todos os tempos na Paraíba, já tendo ocupado o cargo de presidente da Academia Paraibana de Letras. Entre as homenagens já recebidas por Gonzaga, destaca-se o título de Doutor Honoris Causa conferido pla Universidade Federal da Paraíba. Gonzaga Rodrigues completou 80 anos no último dia 21 de junhode 2013.


Assessoria do Caminhos do Frio com informações do Espaço Ecológico  
(Fotos de Antonio David)

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